5 minutos, seguido de 10, intercalado de 12. Acordei,
aspirei, morri. O quarto era gelado e as paredes passavam uma certa frieza se
encaradas por algum tempo. Ao lado esquerdo a cabeceira amarelada, marcada com
um 212 na parte de baixo, o qual eu podia ver quando minha cama era rebaixada
significantemente em uma parte e eu era colocado de bruços para que meus
órgãos pudessem trabalhar melhor. Do lado direito, 5 mesas mal distribuídas de
tamanhos e formas diferentes e em cima de cada uma variedade de medicamentos,
copos, lenços e aparelhos dos quais eu não me recordo.
O lençol era velho e
gasto, suas extremidades estavam desfiando e isso fazia com que minhas pernas
coçassem conforme ele era colocado sobre mim. Sem televisão, sem rádio. Apenas
um quadro com 3 formas triangulares em progressão. Um azul degrade se espalhava
entre os espaços dos triângulos, formando formas estranhas e abstratas. O pior
quadro da minha vida, as piores cores da minha vida. Agora não há mais lençol,
medicamentos, cores desagradáveis e números. A única coisa que me preocupo é se
minhas mãos e pés voltarão ao normal, apesar da cor roxa ser uma novidade e me
agradar bastante.
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